Os governos tendem à monarquia, como os corpos gravitam para o centro da terra. Marquês de Maricá
| 5.10.05 |
| 1.10.05 |
É verdade que há pouquíssimos homens tão fracos e irresolutos que desejem apenas o que a sua paixão lhes dita. A maioria tem determinados julgamentos, pelos quais pautam uma parte das suas acções. E embora frequentemente esses julgamentos estejam errados, e mesmo se fundamentem em algumas paixões pelas quais a vontade anteriormente se deixou vencer ou seduzir, entretanto, como ela continua a segui-los quando a paixão que os causou está ausente, podemos considerá-los como suas prórpias armas, e pensar que as almas são tanto mais fracas ou mais fortes quanto menos ou mais conseguirem seguir esses julgamentos e resistir às paixões presentes que lhes são contrárias. Mas há no entanto grande diferença entre as resoluções que procedem de alguma opinião errada e as que se baseiam apenas no conhecimento da verdade; tanto que, se seguirmos estas últimas, estamos seguros de nunca sentirmos pesar nem arrependimento, ao passo que sempre os temos por haver seguido as primeiras, quando descobrimos que estão erradas. René Descartes, in 'As Paixões da Alma'
| 28.9.05 |
| 24.9.05 |
Rousseau
| 20.9.05 |
| 16.9.05 |
| 12.9.05 |
As pessoas delicadas são aquelas que a cada ideia ou gosto juntam muitas ideias ou muitos gostos acessórios. As pessoas grosseiras apenas têm uma sensação; a sua alma não sabe compor nem descompor; não juntam nem retiram nada ao que a natureza fornece: ao passo que as pessoas delicadas no amor criam elas próprias a maior parte dos prazeres do amor. Polixena e Apicio trouxeram para a mesa bastantes sensações desconhecidas aos nossos vulgares manjares; e aqueles que julgam o gosto das obras do espírito possuem e produzem uma infinidade de sensações que os outros homens não possuem. Montesquieu, in 'Ensaio Sobre o Gosto'
| 8.9.05 |
O solitário leva uma sociedade inteira dentro de si: o solitário é multidão. E daqui deriva a sua sociedade. Ninguém tem uma personalidade tão acusada como aquele que junta em si mais generalidade, aquele que leva no seu interior mais dos outros. O génio, foi dito e convém repeti-lo frequentemente, é uma multidão. É a multidão individualizada, e é um povo feito pessoa. Aquele que tem mais de próprio é, no fundo, aquele que tem mais de todos, é aquele em quem melhor se une e concentra o que é dos outros. (...) O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras. E o solitário costuma atrever-se a expressá-lo, a deixar que isso floresça, e assim acaba por dizer o que todos pensam quando estão sozinhos, sem que ninguém se atreva a publicá-lo. O solitário pensa tudo em voz alta, e surpreende os outros dizendo-lhes o que eles pensam em voz baixa, enquanto querem enganar-se uns aos outros, pretendendo acreditar que pensam outra coisa, e sem conseguir que alguém acredite. Miguel de Unamuno, in 'Solidão'
| 4.9.05 |
Uma obra não resolve nada, assim como o trabalho de uma geração inteira não resolve nada. Os filhos - o amanhã - recomeçam sempre e ignoram alegremente os pais, o já feito. É mais aceitável o ódio, a revolta contra o passado do que esta beata ignorância. O que havia de bom nas épocas antigas era a sua constituição graças à qual se olhava sempre para o passado. Este o segredo da sua inesgotável plenitude. Porque a riqueza de uma obra - de uma geração - é sempre determinada pela quantidade de passado que contém. Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'
| 30.8.05 |
Há cinco espécies de coragem, assim denominadas segundo a semelhança: suportam as mesmas coisas, mas não pelos mesmos motivos. Uma é a coragem política: provém da vergonha; a segunda é própria dos soldados: nasce da experiência e do facto de conhecer, não - como dizia Sócrates - os perigos, mas os recursos contra eles; a terceira brota da falta de experiência e da ignorância, e por ela são induzidas as crianças e os loucos, estes quando enfrentam a fúria dos elementos, aquelas quando pegam em serpentes. Outra espécie é a de quem tem esperança: graças a ela, arrostam os perigos aqueles que, muitas vezes, tiveram sorte (...) e os ébrios; o vinho, de facto, excita a confiança.Outra ainda dimana da paixão irracional, por exemplo, do amor e da ira. Se alguém está enamorado, é mais temerário que cobarde e enfrenta muitos perigos, como aquele que no Metaponto matou o tirano, ou o cretense de que fala a lenda; o mesmo se passa com a cólera e com a ira. Pois a ira é capaz de nos pôr fora de nós. Por isso, se afiguram também corajosos os javalis, embora não sejam; quando fora de si, têm uma qualidade semelhante, de outro modo, são inconstantes como os temerários. Todavia, a coragem que nasce da ira é a mais natural: a ira é, efectivamente, algo de invencível, e é por isso que os jovens lutam melhor. A coragem cívica, pelo contrário, brota da lei. Nenhuma destas espécies é, na realidade, coragem, mas todas são úteis para encorajar nas situações de perigo. Aristóteles, in 'Ética a Eudemo'
| 26.8.05 |
| 22.8.05 |
| 20.8.05 |
Ninguém pode adivinhar Julga-se eterna verdade E por ser tão inseguro Há quem tente defender-se Eu acho que amor sentido Quando acaba faz doer
- Maria Ana Bobone -
Fado Correeiro
Quanto tempo vai durar
O amor quando começa,
Mas no amor a eternidade
Às vezes passa depressa.
O que reserva o futuro
A quem quer o amor total,
E quando chega a aprender-se
Ama pouco e ama mal.
Só vale a pena vivido
Na sua totalidade,
Mas não é nunca perder
Porque se ganha verdade.
| 19.8.05 |
A mala-armário é símbolo de viajar com estilo. Isto não está forçosamente ligado ao seu preço. É principalmente o facto de que só se pode mover com a ajuda de pessoal pronto a servir - o que hoje em dia só se encontra nos melhores hóteis. Numa mala-armário, até se pode transportar o guarda-roupa grande e guardá-lo no termo da viagem, sem qualquer perigo de ficar amachucado. A mala é, conforme a apresentação, ou mais no género de um armário ou de uma cómoda. Há modelos com muitas gavetas, enquanto outros oferecem mais espaço para pendurar a roupa. Malas deste género arrumam-se depressa e bem, pois mete-se facilmente nos sítios devidos o que se tira do guarda-fatos ou da cómoda - e a viagem pode começar.
| 18.8.05 |
| 17.8.05 |
Também o jardim holandês, cuja época de esplendor começa por volta de 1670, se inspirou nos modelos franceses, tendo depois servido de modelo, sobretudo na Alemanha. Quando o Norte se libertou do domínio espanhol, impôs-se nos Países Baixos o patriciado urbano, que não pretendia renunciar às formalidades da corte, aspirando antes a adaptá-las simbolicamente à nova situação política. Em 1685, o estatuder da Holanda e futuro rei de Inglaterra, Guilherme III, mandou construir, junto do seu palácio de Het Loo, um jardim para o qual Daniel Marot fez o projecto. Os quadros e as descrições feitas na altura por Walter Harris, médico pessoal do rei, dão-nos uma imagem fidelíssima do jardim que, por volta de 1800, se transformou em matagal e só em 1978 voltaria a ser reconstruído. A concepção é francesa e o seu autor inspirou-se em Versalhes. Isto é evidente na parte superior do jardim que, baseado num sistema de caminhos qe se ramificam radialmente a partir do eixo central, remete para uma perspectiva em função da distância. A parte de baixo do jardim, directamente ligada ao palácio, é típica da Holanda, subdividindo-se em unidades autónomas, claramente delimitadas. Na sua globalidade, o parque é articulado por alamedas de árvores frondosas e por sebes, dois elementos característicos da paisagem holandesa.
| 16.8.05 |
| 15.8.05 |
| 14.8.05 |
| 13.8.05 |
O Túmulo do Cardeal Richelieu, criado entre 1675 e 1694, encontrava-se inicialmente no eixo central da igreja da Sorbonne, em Paris, a partir do qual o estadista, acompanhado pelas figuras feminias religio e scientia podia lançar um olhar directamente para o altar. Esta concepção, segundo a qual o falecido, através de uma acção no leito de morte, penetra as esferas da vida e da morte, exerce a partir deste grupo escultural uma grande influência sobre a arte classicista dos monumentos funerários.
- François Girardon -
Túmulo do Cardeal Richelieu
| 12.8.05 |
| 11.8.05 |
Os botões tradicionais de madrepérola são obrigatórios numa boa camisa. Antigamente, a carcela da camisa era feita de uma tira de tecido adicional e depois era aplicada. Hoje em dia, dobra-se o tecido para se obter o mesmo efeito. Uma carcela de botões dupla é bastante sólida, mas pode ter também um efeito rústico. Essa é a razão pela qual as camisas mais finas têm muitas vezes uma carcela simples.
| 10.8.05 |
Nunca dês ouvidos àqueles que, no desejo de te servir, te aconselham a renunciar a uma das tuas aspirações. Tu bem sabes qual é a tua vocação, pois a sentes exercer pressão sobre ti. E, se a atraiçoas, é a ti que desfiguras. Mas fica sabendo que a tua verdade se fará lentamente, pois ela é nascimento de árvore e não descoberta de uma fórmula. O tempo é que desempenha o papel mais importante, porque se trata de te tornares outro e de subires uma montanha difícil. Porque o ser novo, que é unidade libertada no meio da confusão das coisas, não se te impõe como a solução de um enigma, mas como um apaziguamento dos litígios e uma cura dos ferimentos. E só virás a conhecer o seu poder, uma vez que ele se tiver realizado. Nada me pareceu tão útil ao homem como o silêncio e a lentidão. Por isso os tenho honrado sempe como deuses por demais esquecidos. Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela'
| 9.8.05 |
A figura de mármore de Milo de Crotona, criada entre 1672 e 1682 para o jardim do Palácio de Versalhes, pertence ao início da obra tardia de Pierre Puget. Sendo considerada uma das suas principais obras, encontra-se determinada por uma tensão extrema e pela representação naturalista do momento dramático em que Milo é atacado por um leão. Este contemporâneo de Pitágoras era um conhecido lutador de Crotona que, nas Metamorfoses de Ovídeo, lamenta a sua decrepitude resultante da idade. O rosto dilacerado pela dor e a torção violenta do atleta, em cujas coxas a fera crava as garras, constituem como que uma provocação dirigida à elegante arte da corte.
| 8.8.05 |
Ombre, piante, urne funeste, se trovassi in voi raccolto, Ombre, piante, urne funeste, ecc. Shades, trees, sorrowful tombs, If I could find in you, Shades, trees, sorrowful tombs, etc.
G. F. Haendel
Scena VII, N.8 - Rodelinda
voi sareste
le delizie del mio sen,
come il volto
anche il cener del mio ben.
you wold bring
delight to my heart
as well as the likeness,
the ashes of my beloved.
| 7.8.05 |
Em camisas de muito boa qualidade, a passagem da manga para o punho é pregueada. Observa-se frequentemente a presença de um pequeno botão por cima do punho, o qual evita o entreabrir-se deselegante da camisa e facilita o enrolar da manga, quando é desabotoado. As camisas de muito boa qualidade são caseadas horizontalmente, e não na vertical, trabalho esse que nas melhores camisas é feito manualmente.
| 6.8.05 |
| 5.8.05 |
François Girardon (1628-1715), natural de Troyes, que, após iniciar os estudos na sua cidade natal, parte para Roma em 1648 e 1650, onde trava conhecimento com Bernini, encontra-se expressamente orientado para a Academia de Paris e para as suas concepções formais. No entanto, como se associava à rejeição do barroco italiano de Bernini, a recuperação das formas da Antiguidade Clássica revela-se determinante para a sua obra. Como alegoria ao Rei-Sol, o conhecido Banho de Apolo constitui o símbolo dominante do jardim de Versalhes e das suas esculturas. Na noite em que regressa da sua viagem no carro do Sol, Apolo, para cuja representação foi utilizado o modelo do Apolo da Antiguidade Clássica que se encontra no Belvedere do Vaticano, é banhado e ungido pelas ninfas. Tal como ao deus do Sol, ao Rei-Sol, equiparável a um deus e tenaz servidor do seu povo, corresponde toda a homenagem e atenção, um símbolo que era perfeitamente óbvio aos olhos de qualquer observador da época.
- François Girardon -
Apolo e as Ninfas (O Banho de Apolo)
| 4.8.05 |
You go to my head and you linger like a haunting refrain The thrill of the thought that you might give a thought to my plea You go to my head with a smile that makes my temperature rise
- Stacey Kent -
You Go To My Head
And I find you spinning 'round in my brain
Like the bubbles in a glass of champagne
You go to my head like a sip of sparkling Burgundy brew
And I find the very mention of you
Like the kicker in a julep or two.
Cast a spell over me
Still I say to myself get a hold of yourself
Can't you see that it never can be.
Like a summer with a thousand Julys
You intoxicate my soul with your eyes
Though I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance in this crazy romance
You go to my head.
| 3.8.05 |
Quanto maior for o número de pontos de uma costura, tanto mais duradoura ela será. Uma boa camisa apresenta cerca de oito pontos por centímetro. Cose-se sempre com uma única agulha, single needle, mesmo no caso de costuras duplas e paralelas. Isto tem a vantagem de conferir maior precisão às costuras e de impedir que o tecido entre elas ondule após a lavagem. Em camisas de qualidade inferior, utiliza-se para costuras duplas uma máquina de duas agulhas. Tratando-se de boas camisas, não há a preocupação de poupar tecido. Na maioria dos casos, as costas são um pouco mais longas do que o peitilho, de molde a preservar a forma correcta, mesmo quando o seu portador se inclina para a frente. O comprimento é correcto quando o peitilho e as costas se unem no gancho.
| 2.8.05 |
| 1.8.05 |
A capela do palácio de Versalhes, anexa à ala norte, é um dos exemplos mais impressionantes da arquitectura tardobarroca em França; iniciada em 1689 por Hardouin-Mansart e terminada em 1710 por Robert de Cotte, é uma igreja com galerias, com um deambulatório poligonal, que conjuga elementos arquitectónicos da Antiguidade, da Idade Média e do Barroco. Inspirada na Saint-Chapelle de São Luís, converte-se na encenação perfeita da monarquia francesa. A sua decoração riquíssima, o controlo da luminosidade e o contraste entre a pedra clara e o fundo azul dos frescos de Antoine Coypel, são elementos que antecipam a estética de décadas vindouras.
- Jules Hardouin-Mansart e Robert de Cotte -
Capela do Palácio
| 31.7.05 |
Je suis jaloux, Psyché, de toute la nature;
Les rayons du soleil vous baisent trop souvent;
Vos cheveux souffrent trop les caresses du vent;
Quand il tes flatte, j'en murmure;
L'air meme que vous respirez
Avec trop de plaisir passe votre bouche;
Votre habit de trop près vous touche;
Et sitôt que vous soupirez,
Je ne sais quoi qui m'effarouche
Crain parmi vos soupirs des soupires égares.
| 30.7.05 |
Infelizmente, só em camisas muito boas, mas sempre em camisas feitas por medida, existe a preocupação com o casar exacto do padrão, nomeadamente na ligação entre os ombros e as mangas. As riscas ou os quadrados deveriam aqui apresentar uma junção exacta. Nas partes da camisa mais sujeitas a desgaste utilizam-se costuras reforçadas. Para esse efeito, cosem-se ambas as partes do tecido, dobram-se seguidamente e ligam-se de novo. Esta operação permite uma maior durabilidade.
| 29.7.05 |
| 28.7.05 |
A Galeria dos Espelhos, no palácio de Versalhes, assim como os espaços representativos contíguos - o Salão da Guerra e o Salão da Paz -, formam no seu conjunto a enfilade dos Grands Appartements orientados para o jardim. Todos eles constituíam o enquadramento sumptuoso para as celebrações da corte e para a recepção dos convidados mais distintos. A Galeria dos Espelhos, com os seus 75 metros de comprimento, foi concluída por Jules Hardoun-Mansart em 1687, devendo-se a sua decoração interior a Charles Le Brun, que criou, de acordo com as indicações de Colbert, uma "ordem francesa" para a estrutura das paredes. A Galeria dos Espelhos conjuga perfeito requinte artístico com um conteúdo muito complexo: uma série de quadros alegóricos ilustram a História de França até à Paz de Nimega. Os exuberantes reflexos da luz nos inúmeros espelhos remetem toda a restante decoração para a sombra. Os espelhos reflectem tanto a luz solar como a luz das velas, dando vida à metáfora do "Rei-Sol".
- Jules Hardouin-Mansart e Charles Le Brun -
Galeria dos Espelhos
| 27.7.05 |
Barbaro traditor Villainous traitor
- Vivaldi -
Atto III, scena 3 - Tamerlano "Barbaro traditor"
privo d'amor, di spe,
temi del mio furor,
amor tu nieghi a me?
No, trionfar non dei,
sarò sì qual tu sei,
empio tiranno.
Odio, furor, velen,
per te sol nutro in sen,
premio al tuo inganno.
lacking love or hope,
beware my anger.
You would deny me love?
You will no get the better of me:
I shall become what you are,
a wicked tyrant.
Only hate, fury and poison
boil in my breast for you,
the reward for your deception.
| 26.7.05 |
Uma boa camisa tem varetas de colarinho retiráveis, caso a forma do colarinho o requeira. É esse sobretudo o caso do colarinho voltado e do cutaway collar. Pelo contrário, aquelas seriam inapropriadas no colarinho mole da camisa button-down. As varetas de colarinho são, em geral, de plástico, mas em algumas casas podem também adquir-se camisas com varetas de latão. De qualquer modo, dão ao colarinho a curvatura correcta e evitam que as pontas do colarinho estejam distantes da camisa, sobretudo quando esta é usada com gravata.
| 25.7.05 |
| 24.7.05 |
Os jardins do Belvedere, em Viena, foram configurados a partir das características do terreno e da localização dos dois palácios destinados ao marechal vitorioso, o príncipe Eugénio. Entre o edifício destinado a actividades mais privadas (Unteres Belvedere) e o palácio de aparato (Oberes Belvedere), estendem-se os jardins, de uma beleza incomparável. A sua configuração original foi-nos dada a conhecer pelas gravuras de Salomon Kleiner. Em 1717, o príncipe Eugénio encarregou dos jardins o arquitecto Dominique Girard, da corte da Baviera, que anteriormente trabalhara em Nymphenburg e em Schleissheim. Um bosquete com escadarias laterais e uma cascata central actua como eixo e divide o jardim em dois terraços, resolvendo assim a diferença de altura entre os dois palácios. No terraço inferior criou-se um jardim com sebes, no qual se plantaram árvores geometricamente aparadas. Para o terraço superior foram previstos canteiros de flores e jogos de água. Embora as semelhanças com Versalhes sejam inegáveis, não podemos falar de imitação. A configuração dos bosquetes, articulados através de um sistema de caminhos em diagonal está descrita no manual de jardinagem de Antoine-Joseph Dezallier d'Argenvilles; publicado em 1709, o manual foi durante todo o século XVIII a obra de referência para as actividades centradas no jardim artístico.
- Dominique Girard -
Jardins do Belvedere
| 23.7.05 |
Was there something more I could have done? And will someone else get more of you? There's always one to turn and walk away Should I leave you alone here in the dark?
- Diana Krall -
Why Should I Care
Or was I not meant to be the one?
Where's the life I thought we would share?
And should I care?
Will she go to sleep more sure of you?
Will she wake up knowing you're still there?
And why should I care?
And one who just wants to stay
But who said that love is always fair?
And why should I care?
Holding my broken heart
While a promise still hangs in the air
Why should I care?
| 22.7.05 |
Estes óculos de sol são os sucessores directos dos primeiros óculos de sol de piloto. O seu design é absolutamente intemporal. Fica tão bem com uma Harley dos anos 50 como com o mais recente Ferrari. Quem quiser também os pode obter com aros desportivos. A sua célebre forma de gota de água não é curiosamente um design propositado, mas corresponde à área de visão dos olhos do ser humano. Os óculos de sol actuais já só raramente são desenhados segundo critérios quase científicos como estes.
| 21.7.05 |
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
| 20.7.05 |
Neste quadro, Vermeer apresenta uma simples criada numa cozinha e não recorre a quaisquer alusões simbólicas. O que atrai a atenção do observador é a presença física da rapariga e a sua profunda concentração enquanto executa a tarefa. Neste caso, não existe qualquer intenção narrativa, é simplesmente um estado de ânimo que domina toda a tela. A vitalidade e o volume da rapariga são ainda sublinhados pelo facto de a sua figura preencher todo o quadro. Com traços obtidos com um pincel seco e saturado, Vermeer conseguiu um efeito de relevo que confere plasticidade à sua pintura. Por outro lado, este quadro irradia uma forte intemporalidade, como se o leite nunca se esgotasse.
- Vermeer van Delft -
A Leiteira
| 19.7.05 |
| 18.7.05 |
Existem alguns clássicos americanos imprescindíveis para um vestuário ao estilo internacional. As calças 501 das Levi's, o bass weejuns, os mocassins Sperry Topsider são algumas peças originais indispensáveis. O pólo não se encaixa aqui. A camisa de algodão do costureiro americano Ralph Lauren é um grande sucesso mundial. Muitos clientes desta marca talvez não saibam que la chemise Lacoste chegou primeiro. Quando Ralph Lauren formou a sua empresa, a camisa do crocodilo já estava no mercado há 33 anos. Mas pode fazer-se da necessidade uma virtude. Por isso, a camisa de algodão dos jogadores de pólo passou a ser adoptada nos anos 80 pelas gerações mais novas. A Europa também contribuiu para o seu sucesso, pois a marca Ralph Lauren é sensivelmente mais cara aqui do que nos EUA. O pólo da Ralph Lauren ficou, em consequência disto, posicionado num segmento mais exclusivo e atraiu muitos clientes, pois a Lacoste tornou-se uma marca utilizada por tudo e por todos. De facto, a Lacoste teve de se ressentir da pirataria, mesmo quando a autêntica era vendida por um preço mais reduzido a todas as camadas sociais. Um pólo com o logotipo Ralph Lauren era, definitivamente, nos anos 80, um símbolo de grande prestígio em relação às camisas Lacoste, apreciado pelos pais e, até mesmo, pelos avós. Mas estamos na época do original e os jovens que antigamente vestiam pólos Ralph Lauren ficaram mais velhos. Quem tinha trinta anos em 1985 já não contribui para uma imagem jovem de uma marca. E graças aos revivalistas dos anos 70, os anos 90 redescobriram uma nova geração Lacoste. Hoje é tudo uma questão de cor e de corte, ou se opta por uma marca ou por outra. O pólo americano tem um corte mais comprido e estreito, e o francês é mais curto e tem uma gola ligeiramente maior. O estilo preferido do vestuário de lazer é também importante. Quem tem inclinações americanas deve optar por Ralph Lauren, quem prefere o look mediterrânico identifica-se mais com Lacoste e quem não se consegue decidir arruma simplesmente os pólos na cómoda e veste uma vez um e outra vez o outro.
| 17.7.05 |
| 16.7.05 |
Em Ulisses e Nausícaa, Lastman aborda um tema da mitologia clássica. Na sequência de um naufrágio, Ulisses surpreende a filha do rei e a sua comitiva durante um passeio e pede-lhe auxílio. Enquanto as outras mulheres, com grandes gestos, se mostram assustadas e procuram fugir ao ver um "homem selvagem", Ulisses nu, a filha do rei permanece serena e apresenta-se ao desconhecido. Lastam situa-a de tal forma que Nausícaa é a única figura do quadro que surge projectada contra o céu, e do ponto de vista de Ulisses, ajoelhado, ela situa-se num plano muito superior, o que lhe confere uma dimensão monumental. A cena está elaborada com uma profundidade diagonal, elemento inovador na composição adoptada pela narrativa barroca como estrutura introdutora de um carácter dinâmico no quadro. No eixo entre Nausícaa e Ulisses desenvolve-se um campo de incerteza e indecisão, esperança e temor, medo e curiosidade, rejeição e atracção. Ainda não se prevê que Nausícaa irá conduzir Ulisses até ao rei, seu pai, e que este lhe porá um navio à disposição. Após dez anos de odisseia, Ulisses pôde finalmente regressar a casa.
| 15.7.05 |
| 14.7.05 |
Na casa Marinella, o tecido é, obviamente, cortado à mão, com uma boa tesoura antiga, a partir de um molde de papel, que corresponde exactamente aos requisitos do cliente quanto a comprimento, largura e volume da gravata, como nos alfaiates. O self-tipping, isto é, o forro do mesmo tecido de que é cortada a gravata, é típico da gravata Marinella. O forro é medido de tal forma que, depois da gravata pronta, tapa completamente a entretela. Cada uma das partes da gravata Marinella é cosida à mão, o que lhe dá uma enorme durabilidade e elasticidade. Depois de cortada, a grava é alinhavada com linha branca de algodão, tal como nos fatos feitos por medida. Após ser passada a ferro, junta-se a etiqueta da casa Marinella, que identifica a gravata, de uma forma discreta, como uma das melhores do mundo.


















